Diferente e excelente: Stranger

Muitas vezes deixamos de assistir um seriado pelo simples fato de nunca termos ouvido falar ou fugir do circuito famoso de Hollywood. Bem, com certeza absoluta esse não é meu caso e se você olhar algumas páginas do site perceberá isso. Tem muita coisa boa sendo produzida na Europa, mas pouco vemos sobre a Ásia. Sabemos que eles fazem bons filmes de terror, porém, descobri gratamente que não para por aí. Já vou te contar como sei disso.

Estava eu folheando o catálogo do Netflix a procura de algo diferente, quando Stranger (também conhecido como Forest of Secret) me chamou a atenção. A princípio achei que era um filme e o que prendeu meu interesse foi a protagonista, que é ninguém menos que Doona Bae (Sun Bak de Sense 8). Aliás, nas notinhas vou contar um pouco mais dessa ótima e diversificada atriz. Voltando ao seriado, bem, comecei e logo no primeiro episódio já prendeu minha atenção. São episódios longos, todos com mais de 60min, coisa que estamos pouco acostumados, mas acredite, você nem perceberá o tempo passar de tão interessante. Conforme os episódios avançam a série fica cada vez mais e mais instigante e viciante. Sim, meus amigos, se preparem para viciar e querer devorar Stranger.

Mas afinal, qual a trama desse seriado tão bom? Apesar da cultura e todo desenrolar da história ser bem diferente do que estamos acostumados, seu tema nos é muito conhecido e infelizmente falado cada dia mais: morte, corrupção, “esquemas”, propina e por aí vai. Até parece que estou falando do filme da Lava Jato. A obstinação pelo poder sempre existiu e geralmente ela é a grande causadora dos maiores conflitos. O problema não é querer ser um líder, mas sim quais caminhos você utiliza para chegar a esse fim. E em Stranger vemos isso em diversos níveis e instituições. Mas vemos também que nem todos são corruptíveis, que muitos lutam contra o “jeitinho”. A trama começa com uma investigação de homicídio que vai se aprofundando num emaranhado de corrupção e a luta de promotores e policiais contra altas instâncias pela justiça. A cultura e o jeito peculiar dos personagens dão um toque extraordinário à série. Não preciso dizer que recomendo fortemente, né?

Notinhas

  • Torcer para ter mais temporadas e que cheguem no Netflix Brasil tão rápido quanto essa primeira;
  • A atriz Doona Bae não se imaginava atriz. Seu primeiro trabalho foi uma foto capa da Elle Korea’s e ela também fez o papel de um fantasma no filme Ring Virus. Ela não só é fotogênica como boa fantasma, ela também canta. Sim, está no drama Gloria. Papel inclusive que ela quase não aceitou por achar que não cantava tão bem. Falei que ela era bem diversificada. Tem mais curiosidade no site Drama Fever
  • O promotor Hwang Shi-Mok é um tipo bem diferente de todos, ele não consegue demonstrar emoções. O caso é que ele passou por uma cirurgia que afetou a parte do cérebro responsável pelas emoções. Então imagine você atuar uma serie inteirinha tendo que manter exatamente a mesma expressão facial? O ator faz isso e com maestria. Tenho um amigo que se sairia bem nesse papel e ele nem fez nenhuma cirurgia. Só o jeitinho dele, mesmo;
  • Assistir esse seriado me fez ir atrás de uma casa de Lamen de tanta vontade que fiquei. Já gosto, vendo o pessoal comer com tanto gosto, só atiçou as bichas;

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