The Walking Dead (s07e01) The Day Will Come When You Won’t Be [Season Premiere]

Ufa! fica até difícil saber por onde começar, após uma season premiere tão aguardada e frenética. Todos ansiavam por respostas e elas vieram, cheias de discursos e ameaças. Elas vieram, em meio a fraquezas e forças, em meio a sentimentos de soberba, ódio, orgulho ferido, dor, muita dor, tanto física quanto emocional e veio recheada de sangue e violência.

*Contém Spoilers

The Walking Dead sempre foi um seriado cheio de oscilações e até bastante criticado, em alguns momentos, pelos fãs dos quadrinhos. Porém, nesse primeiro episódio da sétima temporada, o sentimento que prevaleceu foi de choque. Todos sabiam que alguém (no caso alguéns), iria morrer e obviamente as apostas foram variadas, mas no fundo, muita gente torce que seja o personagem que menos lhe agrada. Abraham não era dos preferidos e entrou tardiamente no grupo, mas Glenn, embora não de forma unânime, era querido por muitos e com um adicional, seria papai. A morte de Abraham foi forte, mas de certa forma, aceitável. Eis que então Negan, o vilão mais odiosamente amado do momento, leva Rick para uma voltinha, afinal, tortura psicologica pouca é bobagem. E no meio dos devaneios e humilhações de Rick, descobrimos que não tivemos apenas uma morte. Glenn foi morto e teve sua morte satirizada, bem na frente de seus melhores amigos e mulher grávida. Rick sempre foi “chefe”, mesmo quando não sabia e Negan leu muito bem a dinâmica do grupo. O vilão faz questão de ser “O Todo Poderoso”. Não quer a menor concorrência e fez questão de deixar isso muito bem explicadinho, bem explícito para Rick e seu grupo. E para provar tal exigência, ele pede uma simples tarefa: que papai Rick corte o braço de seu filho, Carl. É isso ou todos morrem. Todos menos Rick, que ficaria vivo para lentamente morrer de angústia, dor, sofrimento e mais alguns sentimentos que consomem e enlouquecem. Bom, um braço ou a vida de vários, inclusive de seu filho? Vai o braço, mesmo, né? Não foi necessário, pelo menos por enquanto. Negan conseguiu provar o que queria e fazer o olhar de desejo de vingança e liderança serem substituído por um olhar de total submissão. Sendo assim, o vilão e seus fieis escudeiros (agora entendemos porque tão fieis), vão embora, deixando o aviso que em breve passarão para buscar o “pagamento” do mês. Ah! Não esquecendo que ele levou Daryl, consigo, só como garantia extendida.

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Momentos de silêncio, todos estão em pleno choque. Mas não é somente os personagens que estão em choque, nós, telespectadores, também estamos. Tanto que quando Maggie levanta cambaleando, nem lembramos que ela estava com problemas na gravidez e por isso que Rick e alguns amigos saíram de Alexandria. Achamos que ela está “apenas” consumida pela dor de ver seu amado ser morto a tacadas. Aos poucos todos começam a respirar (por alguns minutos, parecia que nem isso eles faziam) e começam a se unir novamente para ajudar Maggie.

Nada mais será como antes, agora a dinâmica será completamente diferente. Não temos mais um simples vilão e alguns zumbis. Temos um cara sanguinário, egocêntrico, poderoso, maquiavélico, bonito e absurdamente charmoso, dando as cartas (e alguns zumbis). Não será fácil conseguir se reerguer, não será fácil obter vingança e êxito em se livrar de Negan. Desde o princípio que comentamos sobre o quanto histórias de apocalipses não são sobre sobreviver a doenças ou zumbis e sim a capacidade psicológica de sobrevivência diante do novo mundo que se forma. Em pouco tempo se descobre como se safar dos vírus, bactérias ou seres mutantes. No entanto, a mente humana, as relações que se formam, o instinto de cada um, modifica completamente e se tornam imprevisíveis e é justamente aí que mora o perigo. É nessa mutação, a psicológica e das relações, onde o melhor e o pior podem aflorar, que as novas comunidades e formas de se relacionar se constróem.

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Notinhas

  • O olhar do Rick é algo que ficará marcado por muito tempo na mente de todos. Assim como Glenn parcialmente desfigurado dizendo para Maggie que a encontraria;
  • Como odiar Negan se quem faz o personagem é Jeffrey Dean Morgan?
  • Serão Carol e Morgan a esperança para o grupo?

Notinha bônus: A review trata apenas da série de televisão. A série, embora baseada numa história em quadrinhos, segue uma narrativa um pouco diferente, por diversos motivos. Portanto raramente iremos fazer comparações entre ambas. Muitas pessoas não leram os quadrinhos, muitas vezes, inclusive, esse público é bem diferente. Então, sem mimimi de: Ah! mas nos quadrinhos…Televisão não é revista. Diversos filmes e seriados são baseados em livros e quadrinhos e em todos eles existem algumas diferenças, é normal, gente. Superem!

Bônus 2: Musiquinha em homenagem ao Negan 😉

 

3 Responses to The Walking Dead (s07e01) The Day Will Come When You Won’t Be [Season Premiere]

  1. Marcos De Bona says:

    Eu fiquei com preguiça de pesquisar, ou perguntar para minha esposa. Mas a história de pedir para o Rick cortar o braço do filho tem tudo a ver com uma história bíblica. Deus pede para um homem sacrificar o próprio filho, quando vê que ele está disposto a fazê-lo, libera-o do sacrifício. Assim como fez Negan.

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