Game of Thrones – Dragonstone (s07e01)

Finalmente Game of Thrones voltou! \o/

O episódio de hoje foi um pouco mais lento que o normal, passamos bastante tempo com alguns personagens menos importantes, mas não menos divertidos – Sandor Clegane, estamos falando de você!

Foi um episódio bastante útil para andar com alguns dos pontos da história e montar o palco para tudo o que deve vir. Podemos começar?

*Contém Spoilers

Num dos raros cold starts (quando o episódio já começa antes mesmo da abertura), já temos a resposta de um dos pontos que levantamos no fim da temporada passada. Arya conseguiu dizimar toda a família Frey? Ainda não tinha, mas agora sim. E foi novamente com requintes de sadismo. Ela juntou os herdeiros da família e envenenou a todos, enquanto fingia ser Walder Frey, explicando bem porque tinha feito isso. E ainda deixou o recado: The North Remembers!

Logo depois temos uma sequência onde Arya se encontra com Ed Sheeran e seus amigos soldados Lannisters. Todos eles muito legais, muito amigos dos estranhos. Oferecem comida para Arya – minha impressão é que ela demorou a aceitar porque não queria deixar de matá-los caso fosse necessário. E foi bom ver a boa e velha Arya, dando risada e conversando tranquila com alguns amigos. Mas isso não vai durar muito, já sabemos.

Vamos agora com a Irmandade sem Bandeiras, com seu convidado especial Sandor Clegane. Ele encontra um casebre que ele já tinha visitado lá pela quarta temporada, e roubado tudo daquela família – como agora ele é coração bão, o remorso bateu com força. Ele não queria entrar lá, mas na friaca que estava fazendo, não tinham muita escolha. E ao encontrar o dono da casa e sua filha, mortos há muito tempo, abraçados na cama, foi demais pra ele.

Depois de trocar farpas a rodo com Thoros e Beric Dondarrion, ele é convencido a olhar para o fogo e ver o que o Senhor da Luz tem a dizer. Logo ele, que é ultra traumatizado com fogo. Mesmo assim, lá foi ele, incrédulo. Mas ele conseguiu ver coisas muito importantes, como o exército dos White Walkers se aproximando de um castelo da Night Watch. Isso parece ser o suficiente para fazer com que a Irmandade sem Bandeiras continue rumo ao Norte, e logo veremos o Cão lutando ao lado de Jon.

Já além da Muralha, temos mais uma visão de Bran. E que visão arrepiante. Um exército imenso de White Walkers e outros zumbis vem surgindo junto com a neblina. Vemos o Night King e seus asseclas, entre eles alguns gigantes, totalmente deteriorados. Se aquele monte de esqueleto já fez um estrago na sequência que culminou com a morte de Hodor, imagine se tivesse alguns gigantes ali também. É logo que a coisa vai ficar feia. Por enquanto Bran precisa passar por um teste para provar entrar na Muralha. Apesar de não ter convencido Dolourous Edd de que é Bran Stark, o fato de saber de coisas do passado de Edd já foi o suficiente para convencê-lo a deixar eles passarem.

Em Winterfell, Jon está organizando um exército para a grande guerra que se aproxima. Ele manda Tormund e os selvagens para Eastwatch by the Sea, pede para todo mundo procurar dragonglass embaixo das camas e onde for possível e avisa que é pra treinar toda a população, inclusive meninos e meninas. Depois de um certo murmúrio – o pessoal não gostou muito de imaginar as meninas participando da guerra -, e de Lyanna mostrar o quão ridículo aquilo soava com ela por ali, chegamos à primeira grande decisão de Jon como Rei do Norte: o que fazer com as famílias que se alinharam aos Boltons.

Jon quer perdoar as famílias e deixar que os herdeiros continuem com seus castelos desde que jurem lealdade à Winterfell. Sansa acha aquilo um absurdo, que os que foram leais desde o princípio é que devem ser recompensados e não os traidores. Depois de uma DR entre eles na frente de todo mundo, Jon dá uma carteirada e diz que quem manda naquela porra é ele e mantém as famílias Umber e Karstark em seus castelos, mas agora comandadas por uma criança e uma adolescente, que depois de suspirarem aliviados juram lealdade eterna ao Rei do Norte, sob novas trocas de olhares entre Littlefinger e Sansa.

Na já tradicional discussão entre irmãos pós audiência, eles tentam esclarecer as coisas e garantir que da próxima não dê errado de novo – de novo. Apesar de eu concordar com Jon em quase tudo nessa conversa – eles não podem aparentar fraqueza na frente de todo mundo, eles precisam se alinhar antes -, Sansa ganha o argumento no final. Jon precisa ser mais esperto que Ned e que Robb Stark se não quiser ter o mesmo fim. Hoje Sansa enxerga como eles foram estúpidos e morreram por conta de seus erros. Jon pergunta, de forma irônica, se para ser mais esperto que os senhores de Winterfell anteriores ele deveria começar a escutar Sansa, ao que ela responde: Isso é tão terrível assim? Não é não, né Jon. Vocês estão do mesmo lado, vocês tem experiências bem diferentes e devem usar isso a seu favor ao invés de um ter que tomar todas as decisões sozinho.

Mais uma discussão entre eles começa ao receberem a notícia de que Cersei quer que Jon vá para King’s Landing e se ajoelhe reconhecendo-a como rainha, ou morra. Jon simplesmente ignorou o recado, ele sabe que os Lannisters não virão para o Norte, ainda mais no inverno, que o risco mesmo é com o pessoal além da Muralha. Sansa discorda um pouco, acha que Cersei é sim perigosa. O que Sansa talvez não saiba é que Cersei tem algumas outras preocupações na mão e os Starks estão longe de serem uma prioridade para ela neste momento.

Em King’s Landing, Cersei mandou pintar um mapa gigante num pátio (ela espera comandar a guerra dali? Qe bizarro!). Jaime chega e mostra como ela foi estúpida e o tamanho do risco que eles estão correndo, com inimigos por todos os lados. Mas ela é super esperta e já pensou em tudo. Euron Greyjoy chega com sua frota de mil navios e parece que isso é suficiente para derrotar todos os inimigos que os cercam (#sqn).

Eis que chegamos na parte mais memorável do episódio. Não memorável porque não queremos nos esquecer dela, mas sim porque não conseguiremos nunca “desver” o que foi visto: Sam cuidando dos mestres e dos doentes na Cidadela. Depois de encontrar um mestre que acredita nele quando diz que os White Walkers realmente existem, ele decide roubar as chaves da parte restrita da biblioteca e pegar uns livros para ver se consegue descobrir alguma coisa que possa ajudar Jon na guerra. E ele consegue, já que Dragonstone (onde Daenerys nasceu e para onde está indo), está sentada numa montanha de dragonglass. Lá vai ele correndo escrever um telegrama para Jon Snow, para ele entrar em contato com Daenerys – provavelmente veremos isso já no próximo episódio.

E finalmente chegamos ao destino de Daenerys: Dragonstone. Que lugar espetacular. Ela, visivelmente emocionada por estar voltando para casa, faz um tour pelas dependências do castelo – um lugar mais bonito que o outro -, e chega à sala de comando, que aliás é muito melhor e mais funcional do que a de Cersei. Depois de alisar a mesa empoeirada, ela chega à cabeceira e solta a frase perfeita para nos deixar com água na boca para a próxima semana: Shall we begin?

Notinhas

  • Uma das formas de uma série demonstrar sua qualidade é como explica as coisas aos telespectadores. Numa novela meia boca você vê vários personagens falando sozinhos para que possamos saber o que eles pensam. Em Breaking Bad, por exemplo, bastavam 2 segundos de imagens da entrada de uma casa e você já sabia quem estava lá dentro – nada precisava ser dito e mastigado para o público. Pois bem, em Game of Thrones, não se sabia exatamente como Arya se transformava em outra pessoa. Ela tinha pegado uma mochila cheia de rostos lá da House of Black and White? Pois bem, ela é capaz de pegar o rosto algum morto e usá-lo, como fez com Lord Frey. Ou seja, a qualquer momento ela pode se tornar qualquer um que ela já tenha matado, o que pode ser bem importante no decorrer da série.
  • “Deixe um lobo vivo e as ovelhas nunca estarão seguras” – Arya está começando a dar medo.
  • Dica: sempre que tiver alguém cantando ou tocando alguma música em Game of Thrones, a chance de ser alguém famoso é muito grande. Já tivemos o baterista do Coldplay tocando no Casamento Vermelho, e hoje tivemos Ed Sheeran.
  • Faz um tempo já que Tyrion não tem um daqueles ótimos diálogos. No episódio de hoje os postos de melhores diálogos foi ocupado por Sandor Clegane e Euron Greyjoy. Sandor estava impossível, era uma tirada a cada duas frases. Impossível conter o riso 🙂
  • “You think you’re fooling anyone with that ‘top knot’? Bald cunt” – hahahaha
  • O castelo que O Cão viu é o mesmo para onde estão indo Tormund e os selvagens. Isso é um péssimo sinal para quem está shippando Tormund + Brienne – dificilmente ele sobreviverá a esse ataque, mesmo com a ajuda d’O Cão.
  • Esta deve ter sido a participação menos inspirada de Lyanna Mormont. Logo que surgiram as primeiras reclamações dos lordes sobre treinarem mulheres e garotas para a guerra estava na cara que ela iria mandar um “Hellow! Look at me!”. Mas ainda assim é sempre bom vê-la quebrando uns marmanjos.
  • Brienne apareceu de volta, e com Pod! Ainda tenho muita curiosidade e esperança de ver o reencontro entre Pod e Tyrion, espero que isso ainda aconteça. Lógico que Tormund distraiu Brienne que descontou tudo no pobre ajudante.
  • “You are a lucky man” – Tormund para Pod depois de ele levar uma surra de Brienne. Nada como um selvagem apaixonado para alegrar nossos corações 🙂

  • O diálogo entre Sansa e Littlefinger não foi muito relevante exceto por dois pontos. Ainda não dá pra ter certeza, mas parece que ela realmente não cai mais na lábia dele e… “Você não precisa ter sempre a última palavra, Lord Baelish. Vamos apenas assumir que você diria algo inteligente”
  • Jaime também recebeu algumas falas bem divertidas essa noite. “Sou a Rainha dos Sete Reinos!”, disse Cersei. Jaime responde “Sete? Uns três reinos e olhe lá!”
  • Interessante ver como Cersei está lidando com o luto da perda do último filho. Chegou a chamá-lo de traidor por ter se matado. É, acho que ela não está lidando muito bem com isso. Pode mandar descer mais um barril de vinho que a mulher de preto ali vai precisar.
  • Só eu fiquei incomodado com essa transformação de Euron em Jack Sparrow? Os Greyjoys são criados a base do “só é meu o que eu posso roubar” (we do not sow!), ficou meio esquisito isso, esse negócio meio zombeteiro. Mas lá foi Euron, zoando Jaime a cada duas frases, querendo se casar com Cersei – logo ela, que odiava ser casada com Robert, bem capaz que vá gostar de ficar com Euron. Ela recusa o pedido de casamento, mas ficou de pensar depois que Euron traga um belo presente – provavelmente a cabeça de Tyrion e Daenerys. Só quero ver como é que mil barcos vão conseguir derrotar outros 500 com a ajuda de três dragões. Vai dar ruim aí, Euron. Pelo menos os barcos são mesmo de botar medo.

  • Impressionante como a sopinha da Cidadela é exatamente igual quando entra e quando sai, não é mesmo?
  • Caso alguém não tenha percebido, aquele braço nojento que aparece no final da sequência de Oldtown é de Jorah, antigo ajudante e eterno apaixonado por Daenerys – e também tio de Lyanna Mormont. Ele pergunta se a Rainha dos Dragões já chegou e provavelmente irá de alguma forma ajudar nessa comunicação entre Jon e Daenerys, via Sam. Vamos ter que aguardar o desenrolar disso nos próximos episódios.
  • Dragonstone estava vazia e abandonada quando Daenerys chegou lá. Desde a morte de Stannis ninguém pensou em ocupar aquele lugar, que além de tudo é super estratégico, já que fica na entrada de Westeros? O que foi Cersei, não tinha mais amigos para mandar pra lá, não é mesmo? Pois é.

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