Game of Thrones – Book of the Stranger (s06e04)

O episódio desta semana foi inteiramente dedicado às mulheres. Seja tomando o poder que lhes foi tomado, seja botando os homens para fazer o que deve ser feito, foi uma grande homenagem ao poder feminino. Mas como isso é Game of Thrones, é muito provável que várias dessas atitudes acabem dando ruim.

*Contém Spoilers

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Mais uma vez temos um episódio iniciando em Castle Black, onde Dolorous Edd tenta convencê-lo a continuar na luta contra os Outros. Mas a discussão é interrompida com a chegada de Sansa, Brienne e Pod, o que simplesmente muda tudo. Os dois irmãos precisam colocar a conversa em dia. Mas a conversa mais tensa dessa primeira parte foi a de Brienne com Davos e Melisandre. Ela deixa bem claro que sabe que os dois estavam envolvidos na morte de Renly, e que foi ela mesma quem matou Stannis. Se qualquer um dos dois der algum mole, Brienne não vai pensar duas vezes.

Depois de muito tempo, voltamos ao Vale, onde o todo poderoso (sqn), Lord Robin Arryn está treinando arco e flecha – o pobre garoto não tem força nem para fazer a flecha alcançar o alvo. Mindinho aparece com presentes e deixa bem explícito o seu poder sobre o garoto, garantindo assim a lealdade de todos da região para atender aos seus interesses. E o interesse dele neste momento é marchar rumo ao Norte.

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Voltando para as terras livres de Essos, Tyrion negocia a paz com os escravocratas de Yunkai, Astapor e Volantis. Grey Worm e Missandei estão claramente muito desconfortáveis com a ideia de negociar com os senhores dos escravos, mas na hora H acabam apoiando Tyrion. O combinado é acabar com a escravidão em 7 anos, tempo suficiente para eles verem que com ou sem escravos, os ricos podem continuar sendo ricos mesmo sem a escravidão. Ele sabe que precisa de Missandei e de Grey Worm do lado dele para acalmar os ânimos dos recém libertos e por isso tenta explicar para eles que ele mesmo já foi um escravo e que ele também é muito subestimado por todos eles. Essa será a chave da vitória de Daenarys e sua turma.

Falando em Daenerys, Jorah e Daario finalmente chegam a Vaes Dothrak, a capital dos Dothraki e onde a rainha mãe dos dragões está aprisionada. Eles sabem que não tem como lutar contra todos os khalasars ao mesmo tempo e precisam se infiltrar na cidade para salvá-la. Quando finalmente conseguem, Daenerys pede que a deixem resolver tudo sozinha e que depois ela pede a ajuda deles.

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Voltamos a King’s Landing, onde o High Sparrow tem um tête-à-tête com Margaery. Ela cita o A Estrela de Sete Pontas – espécie de Bíblia de Game of Thrones, impressionando o High Sparrow. Depois disso, o chefe da Fé Militante a leva para ver o irmão Loras. Pobre rapaz, está destroçado, diz que não aguenta mais aquilo e que é capaz de fazer qualquer coisa para terminar esse sofrimento. Margaery fica muito impressionada, tenta levantar a moral do irmão, mas parece que ali não tem mais salvação.

Já no palácio real, Cersei encontra seu filho recebendo conselhos do Mestre Pycelle, que é devidamente enxotado dali para que ela possa bater um papo animado com seu filho. Ela consegue convencê-lo a contar tudo o que conversou com o High Sparrow. Depois disso, ela se junta a Jaime e vai conversar com o resto do Pequeno Conselho. Apresenta uma estratégia que parece fazer sentido, chegando até mesmo a convencer Olenna Tyrrel e seu tio Kevan Lannister de que atacar a Fé Militante é a melhor saída agora, senão Margaery também será forçada a fazer a Caminhada da Vergonha.

Nas Ilhas de Ferro, o herdeiro Theon é recebido com várias pedrinhas por sua irmã Yara. Ela sabe que ele, que nunca foi o modelo de força e determinação que os Greyjoys tanto admiram, está ainda mais fraco. Mas ela não faz ideia do quão destruído ele está. Quando ele declara apoio à causa da irmã para virar a comandante das Ilhas de Ferro, os olhinhos dela brilham. Mas será que ter um fracote como seu principal apoiador uma boa pedida, ou só vai atrapalhar mais as coisas?

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No episódio de hoje de “1001 motivos para odiar Ramsay Bolton”, temos a participação especial de Osha. Ela tenta fazer a mesma coisa que já tinha feito com Theon, mas mal sabia ela que Ramsay já estava preparado, pois Theon já tinha dado a ficha completa da selvagem. Ela acaba morta, mas não sem antes nos dar a esperança de que talvez conseguisse nos livrar do bastardo Bolton.

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Durante o jantar em Castle Black, enquanto discutiam quais seriam os próximos passos – como por exemplo recuperar Winterfell para o lado dos Stark – chega uma carta para Jon. É Ramsay, que entre ameaças e xingamentos, pede que Jon entregue sua irmã de volta sob risco de Rickon sofrer as consequências. Parece que agora a coisa vai ficar séria. Porém Jon tem um exército de selvagens de apenas 2 mil pessoas, enquanto Ramsay possui pelo menos 5 mil – sem contar os novos apoios dos Umbers e Karstarks, que Sansa ainda não está sabendo. Além de contar com a ajuda dos outros senhores do Norte que tem motivos para apoiar tanto a causa de Sansa quanto lutar contra os selvagens, parece que eles vão precisar de mais gente. Vão ter que apelar para o pessoal do Littlefinger e aí vai ficar pequeno pro Ramsay.

Pela primeira vez na temporada, o episódio não terminou em Castle Black, pois temos a conclusão da jornada de Daenerys por Vaes Dothrak. E que final quente (a-ha)! Daenerys decide tacar fogo na porra toda, mata todos os Khals e agora tem todos os Dothraki aos seus pés, depois de usar novamente o truque da pira e aparecer peladona na frente de todo mundo. Vamos ver se eles vão ter a manha de cruzar o mar para chegar a Westeros – que por sinal eles chamam de Mar Venenoso, pois é água que cavalo não pode beber. Esse exército é mais que suficiente para derrotar o pessoal de Yunkai, Astapor e Volantis. Mas para conquistar Westeros ainda não me parece suficiente. Mas um problema de cada vez, não é mesmo?

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Notinhas

  • Desde o fim da primeira temporada, essa foi a primeira vez que dois irmãos Stark se encontram. Será que teremos mais reencontros ainda nesta temporada?
  • Mesmo sem querer, Brienne acabou salvando Melisandre de explicar a Davos o que aconteceu com Shireen, a filha de Stannis. Mas nós não nos esquecemos.
  • Brienne + Tormund, mais um casal improvável. Os olhares já começaram e Brienne é a única não selvagem que Tormund olharia em todos os Sete Reinos. Mas vai ser difícil domar a fera, Tormund, boa sorte com isso. Provavelmente não vai rolar nada além de alguns momentos cômicos.
  • Littlefinger é muito ardiloso, nunca sabemos ao certo quais as suas intenções. Ele cresce é no caos e caos é o que não falta no Norte, por isso é pra lá que ele vai. Mas será que ele não está subestimando Sansa demais? Ela não é como o herdeiro dos Arryn, ainda mais depois de passar uma temporada com Ramsay. O desenrolar dessa relação entre Mindinho e Sansa promete ser bem interessante.
  • Vemos neste episódio a habilidade diplomática de Tyrion como contraponto à vingança cega e violenta de Daenerys na forma como lidar com os donos de escravos. Será que dessa vez o desfecho será melhor? Ainda acho que o que Tyrion fez foi só ganhar tempo para resolver Mereen e só depois renegociar com os chefes das outras cidades, quando tiver mais cacife para dar uma solução definitiva para esse problema.
  • Interessante como a conversa entre o High Sparrow e Margaery se deu em outro nível comparada com a conversa com Tommen no episódio anterior e até mesmo com Cersei, na temporada anterior. Margaery é muito mais esperta que os dois Lannisters, muito mais estudiosa e consegue esconder suas emoções muito melhor. Mas mesmo assim me parece que ela caiu na armadilha dele. O objetivo dele era usar Loras para enfraquecê-la, e não o contrário como ela acreditou. E acho que deu certo.
  • Coitado de Tommen. Todo mundo faz o que quer dele. A cabeça do moleque chega a dar nó com tanto conselho conflitante.
  • Cersei parece ter voltado ao controle. Na cabeça dela, somente os irmãos Tyrrel estão correndo risco caso a estratégia dê errado. Me parece mais um dos erros de cálculo de Cersei, isso vai acabar espirrando no rei Tommen.
  • Para os Greyjoy, as coisas devem ser conquistadas a força. “I take what is mine. I pay the iron price” – Balon Greyjoy. Eles são os piratas do universo de Game of Thrones, para eles algo só tem valor se for tomado, conquistado. Qualquer frescura ou algo comprado com dinheiro é visto como sinal de fraqueza. Por isso acho que esse apoio de Theon tem mais a atrapalhar do que a ajudar Yara.
  • Pobre Osha. Três temporadas longe das telas, e em apenas duas cenas já está morta.
  • Ramsay chama Jon de bastardo várias vezes na carta. Isso se chama projeção :p
  • Daenerys com os Dothraki tentando acabar com a escravidão em Essos. Tem um sério conflito aí, os Dothraki são estupradores e adoram seus escravos, como será que isso vai se desenrolar? Prevejo problemas em algum momento, vamos ver se agora Daenerys vai conseguir lidar melhor com isso.
  • Mais alguém aí ficou com saudades das viagens no tempo do Bran? Será que o desfecho da Tower of Joy vem no próximo episódio? Algo me diz que não, que isso será guardado para a fase final da temporada. As visões de Bran estão tão interessantes que aceito qualquer coisa 🙂
  • Depois da estreia já se passaram 3 episódios e nada de Dorne. 🙁

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