Altered Carbon é denso e espetacular

O Netflix não para, mal acaba um e já tem outro seriado espetacular te esperando. Após a final do Super Bowl foi a vez de The Cloverfield Paradox ser liberado, isso apenas três dias após Altered Carbon ter estreado. Daí você pensa, como terei vida? Não sei, se descobrir me avise.  Mas bem, The Cloverfield Paradox ficará para o próximo post, hoje vamos falar do denso, sombrio, futurista, triste e espetacular Altered Carbon.

O seriado é baseado no livro de 2002 homônimo de Richard K. Morgan. O cenário é uma versão futurística de São Francisco no século 25, chamada de Bay City. No nível mais baixo, numa versão bem underground estão as pessoas do “povão”, trabalhador comum. Aqui praticamente não temos sol (algo bem parecido com uma Gotham City futurista), sujeira para todos os lados, embora diversos elementos são totalmente tecnológicos é bem nítido que ali moram os “comuns”. Lá em cima, bem lá em cima, pra lá das nuvens, estão os poderosos, os ricos, aqueles que detém praticamente tudo. Nesse universo as pessoas nem sempre morrem, pois com o avanço tecnológico foi descoberto uma forma de se codificar e armazenar as memórias humanas e nesse caso o corpo é apenas uma espécie de casca. Se você morre, mas seu stack, nome dado ao dispositivo instalado na nuca onde seus “dados” são armazenados, se mantém intacto, basta comprar um novo corpo, instalar e continuar vivendo. Isso possui um custo considerável, o que significa que não é qualquer um que consegue pagar por esses confortos. Lógico que diante desse avanço tecnológico, surgem todos aqueles dilemas religiosos e morais.

Nesse cenário de dilemas, riquezas, pobreza e muita tecnologia avançada, Takeshi Kovac é acordado, 250 anos depois de sua morte. Quem acorda Takeshi é o super rico e poderoso Laurens Bancroft, que já reviveu diversas vezes, porém, dessa vez sua morte é misteriosa e ele acorda Takeshi para desvendar o que aconteceu nessa última morte, da qual ele não se lembra. Tudo leva a crer ter ocorrido um suicídio, hipótese que ele descarta totalmente. Kovac é um Envoy, uma espécie de soldado com alguns diferenciais psicológicos. O show não se aprofunda muito nos poderes de um Envoy. Essa espécie foi erradicada e o único que sobrou e estava congelado era Takeshi, por ter sido capturado por crimes contra o Estado. Bancroft lhe oferece um dinheiro bem considerável e perdão total de seus atos passados para ele aceitar desvendar o mistério em torno de sua morte. O seriado gira em torno de Takeshi, entre a adaptação após tantos anos congelado, sua memórias antigas e sua nova forma de vida.

Se prepare para muita cena de violência, nudez e efeitos especiais espetaculares. O seriado é simplesmente surpreendente. Apesar de muita coisa para se entender e nem todas elas muito bem explicadas, não estraga a experiência de assistir esse sci-fi tão bem executado. Altered Carbon é o tipo de seriado para ser devorado. Para mexer com os fãs de tecnologia e dar aquela cutucada legal nos conceitos religiosos e morais. Se vale a pena? Se você for fã de sci-fi, demorou.

Notinhas

  • Joel Kinnaman e James Purefoy estão espetaculares em seus papeis. Joel, que já havia feito The Killing e participado da última temporada de House of Cards, mostrou que está entrando para o cast do Netflix com louvor. Já James foi o grande líder serial killer do culto em The Following e agora está novamente poderoso no papel de ricaço;
  • Temos a policial Kristin Ortega (Martha Higareda), que inicialmente persegue Kovac, mas depois descobrimos seu real interesse pelo Envoy e ela passa a ser uma peça importante na trama;
  • Poe e seu hotel Raven já moram em meu coração 😉

 

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