Ao Cair da Noite – Um filme de terror que foge da ação

Ao Cair da Noite (It Comes at Night) começa, como quase todo filme de terror, com uma morte. Logo de cara percebemos que o que está acontecendo lá fora é algum tipo de apocalipse. Logo esperamos invasão de mortos que não estão tão mortos assim, centros de quarentena, exército na rua, falta de comunicação e demais coisas que estão sempre presente nos filmes apocalípticos. Mas em Ao Cair da Noite não vemos nada disso. Sabemos que o mundo foi assolado por algum tipo de doença, que existem poucos sobreviventes e que quem está saudável precisa se proteger a qualquer custo, mas tudo isso é implícito, o que cria uma atmosfera de suspense maior.

Paul (Joel Edgerton) é esposo de Sarah (Carmen Ejogo) e pai de Travis (Kelvin Harrison Jr.), um garoto de 17 anos que ajuda seu pai a dar fim ao sofrimento de seu avô, acometido pela misteriosa doença. A casa fica no meio de uma floresta e dentro dela as regras são estritas e levadas a risca. Até que uma noite alguém tenta entrar na casa e logo a ordem e calmaria da família é modificada por conta de uma nova família que precisa de ajuda. A tensão psicológica é o que guia o filme inteiro com a ajuda do cenário que se limita a casa escura e a floresta que os rodeiam.

A impressão é que o escritor/diretor Trey Edward Shults não tem um propósito específico, apenas mostra como poderia ser a vida de um sobrevivente, mas de forma simples, sem grandes produções e explicações, pessoas normais tentando sobreviver, pura e simplesmente. O drama e o conflito decorrem das nuances da dinâmica familiar e dos estranhos que se conhecem sob circunstâncias extremas.

*Disponível no Netflix Brasil

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